domingo, 16 de dezembro de 2012

bibliografia

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Chamo-me Telo Renato Pinto Cruz, nasci as 7:00 horas do dia 11 de janeiro de 1993 no hospital da Ribeira Grande que tem pelo nome João morais situada em Povoação, meu pai chama-se Tomás Nascimento Cruz e minha mãe Maria do Rosário Pinto Cruz, os dois são professores do ensino básico, tenho quatro irmãos que quanto a mim são os melhores irmãos do mundo. Cresci em coculi, lugar onde fiz amigos, onde conheci a minha primeira namorada, vi familiares partirem e onde estudei.

Aos 4 anos de idade frequentei o jardim-de-infância, com seis fui estudar na escola em Boca de Figueiral que se chama Pedro Jansénio Delgado até a quarta classe porque mudei de escola fui para povoação para a escola central como é popularmente chamada mas que tem pelo nome mesmo Roberto Duarte Silva, tenho boas recordações dessa escola, ela era dinâmica e disposta a ajudar os alunos, tenho saudades da minha professora tao querida Maria Madalena Salomão pois para qualquer ela deixa saudades. Quando avancei para o sétimo ano, fui de novo para a escola Pedro Jansénio Delgado porque a falta de espaço na escola secundaria Suzete delgado na época não tinha capacidade para abarcar todos os alunos da ribeira grande. Mas tive privilégio de ser um dos primeiros a estudar numa das melhores escolas secundarias do país com recursos invejáveis para qualquer outra de cabo verde. Finalizei o 12º ano com sucesso nessa mesma escola secundaria, nesse ano letivo fiz parte da comissão de finalistas da escola onde eu era o presidente para mim foi uma experiência muito boa onde melhorei os meus dotes de fazer negócio, de inventar ou de solicitar apoios, enfim, mas a melhor coisa foi o incentivo para a cultura e para o dinamismo da minha comunidade.

Religião


Não tenho uma religião pois sou um ateísta ou seja não acredito em deus, para mim ele é uma hipótese logo necessita de provas para testemunhar sua existência. Já tenho muitos anos que estou dizendo que sou ateísta, porque sei que algumas pessoas preferem acreditar no não vê, e quando digo isso, estou dando um passo mais a frente, eu acredito na cientificidade. De alguma forma sempre sento e fico a pensar: …cada pessoa tem seu livre arbítrio mas porque passam as suas vidas acreditando numa ilusão inventada, numa coisa que não tem logica e mesmo isso tem a coragem de discutir sobre essa matéria.

Interesses


É interessante porque cresci a pensar que um dia seria um jogar de futebol mas ao chegar certo tempo vi que minha vida futura não tem lugar para esse sonho apesar de ver o futebol como uma inspiração. Hoje estudo para que eu possa ser um bom cientista politico acredito essa é uma forma de dar um contributo ao meu país, de enxergar o mundo como ele é, de encara-la de frente. Gosto de ter uma visão do futuro.

Saudações

Agradeço a todos os que acedem este blog pois tem objetivo de dar a conhecer o melhor de Santo Antão de mostrar as suas gentes, suas praias, suas montanhas poderosas e vigilantes, os locais mais bonitos e também as mais inacessíveis. Espero que gostem e desfrutem dessa viajem.



terça-feira, 4 de dezembro de 2012


Santo Antão

Mesmo que não fosse por mais nada, a ilha de Santo Antão sempre acabaria por ter lugar cativo na História. É que ela foi o ponto escolhido para servir de partida de uma das famosas linhas de demarcação usadas para separar o que deveria ficar como possessões além mar dos portugueses das que eram para os espanhóis, numa primeira versão da partilha que anos depois viria a ser consagrada no célebre tratado de Tordesilhas.


Com uma área 779 km quadrados e com 43.915 habitantes, atualmente, Santo Antão é a maior ilha depois de Santiago. É recortada por altos e imponentes rochedos perpendiculares que se ainda no presente têm o inconveniente de não permitir que a ilha seja melhor servida de estradas mas que têm feito para que essa condição mude com estradas de bonitas. É uma experiência encantadora percorrer Santo Antão saindo de Porto Novo até chegar a Ponta do Sol com duas possíveis vias para esta travessia com magnificas paisagens. Uma mais longa praticamente utilizada com pretexto de presenciar belas vistas da natureza ou para aqueles que vivem nessas zonas (corda) e também é utilizada para aqueles com destinos turísticos mas que também traz-nos um pensamento, em quanto esforço e sacrifício, inclusivamente de muitas vidas de trabalhadores anónimos, não foram necessários para se conquistar à Natureza dura e seca aquela estrada de três metros de largura e quarenta quilómetros de comprimento. Porém, quando se atinge o alto, a paisagem muda como que por milagre para uma beleza de um verde quase deslumbrante. Ali foi o único lugar onde os pinheiros portugueses conseguiram criar raízes e aguentar as violências do nosso clima e foram naqueles terrenos deram início ao cultivo do trigo, da cevada e do centeio, para além de outras plantas tidas na época (colonização) como exóticas.

A outra via, mais recente, moderna asfaltada e sem grandes declives, o que faz diminuir consideravelmente o tempo de viagem. Alia-se à tudo isso o facto de uma estrada em superfície mais ou menos plana representa menos gastos para as viaturas do que uma via de montanha.com essa estrada beneficiou muito a cidade do paul e com ela a localidade de Janela, pois o que era 49km teve uma diminuição para 23km. Detém uma rustica muito boas, com tuneis admiráveis.

A seguir inicia-se a descida rumo à vila de Ribeira Grande, ainda hoje chamada de “Povoação”. Situada no cruzamento dos caminhos que conduzem aos vales de Paul e de Chã de Pedra e também ao planalto de Ponta do Sol, Povoação era em 1732 a mais importante aldeia da ilha, possuindo um total de  16 ruas, “as quais são muito estreitas e guarnecidas de casas de pedra e barro e em geral, ainda que algumas são rebocadas e caiadas. Não obstante, foi  nesse ano elevada à categoria de vila com o nome de Ribeira Grande, e em 1875 já era considerada amena e de ruas largas e arborizadas, isso mercê dos trabalhos nela levados a cabo com vista ao seu melhoramento sanitário e urbanístico.